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SES esclarece sobre identificação de novas variantes da COVID-19 no RJ | Jornal em Destaque

SES esclarece sobre identificação de novas variantes da COVID-19 no RJ

Investigação vai apontar se a mutação do vírus está em circulação no estado



SES esclarece sobre identificação de novas variantes da COVID-19 no RJ

17/02/2021 18:13 ( Atualizado em 19/02/2021 20:20) | Rio de Janeiro | Covid-19 |

Helio de Carvalho

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou entrevista coletiva, nesta quarta-feira, para esclarecer o que se sabe, até o momento, das novas variantes do coronavírus identificadas por exames realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em pacientes atendidos no Estado do Rio de Janeiro. São cinco casos confirmados, sendo um com a variante oriunda do Reino Unido e os outros quatro, com a variante de Manaus. O secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves, o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, e a equipe da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da SES esclareceram que a chegada dessas mutações do vírus ao estado já era esperada e as investigações epidemiológicas dos cinco casos estão em andamento. Após a conclusão desse estudo, será possível afirmar se essas variantes estão ou não em circulação no Rio de Janeiro.

 

Fomos surpreendidos, na tarde desta terça-feira, com a informação na imprensa. O ideal é que uma nota técnica tivesse sido elaborada, envolvendo os três entes federativos, para o melhor esclarecimento a todos, e o repasse de informações precisas sobre a investigação epidemiológica destes casos. Contudo, o que importa é que a SES está trabalhando, de forma ética e técnica, e mantendo contato direto com os 92 municípios para intensificar as medidas preventivas e de rastreio de contágio. E reforço que a população deve manter os cuidados recomendados, como o uso de máscara e álcool 70, assim como o distanciamento social, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves.

 

Até o momento, foram identificadas no estado do Rio de Janeiro duas variantes: a VOC 202012/01, linhagem B.1.1.7, notificada pelas autoridades do Reino Unido à Organização Mundial da Saúde; e a Variante P.1, linhagem B.1.1.28, considerada um tipo de mutação brasileira. Mundialmente, há outra variante em investigação, sem casos confirmados no estado.

 

A chegada de variantes da Covid-19 já era esperada, inclusive, uma Nota Técnica sobre o tema já havia sido enviada aos municípios, no início do mês, com recomendações. O que precisa ser destacado é que não se pode ainda afirmar que os casos são autóctones (contraídos no próprio município) ou importados. Sendo assim, a identificação dessas mutações não pode ser associada com a transferência de pacientes de outros estados, esclareceu o superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Mário Sérgio Ribeiro.


Fotos: Maurício Bazílio / SES GovRJ Fotos: Maurício Bazílio / SES GovRJ

Estudos apontam que, neste momento, não há evidência científica de que as novas cepas identificadas no estado do Rio de Janeiro provoquem casos mais graves de Covid-19. No entanto, já se sabe que essas variantes se disseminam com maior facilidade.

 

A avaliação de cada um dos casos de forma específica, abrangendo histórico de viagem e outras informações, vai possibilitar definir se temos a efetiva circulação do vírus no estado ou se são casos isolados. A partir disso, poderemos avaliar a adequação das ações, caso haja necessidade. A princípio, a mutação que deu origem à nova linhagem não interfere na eficácia das vacinas que estão sendo aplicadas na população, o que está sendo monitorado pelos fabricantes, pontuou o médico da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) Alexandre Chieppe.

 

Em paralelo, o estado do Rio de Janeiro já participa de um programa de monitoramento de variantes da Covid-19, organizado pelo Ministério da Saúde. Há quatro semanas, tem sido feito o envio de amostras para análise - das 12 enviadas até o momento para o laboratório contratado em Minas Gerais, ainda não há resultados.

 

Também está em andamento o sequenciamento genético das amostras colhidas nos 58 pacientes oriundos do Amazonas e dos cinco vindos de Rondônia com Covid-19. Estamos atuando para que seja dada a esses pacientes a melhor assistência, minimizando riscos aos profissionais da saúde e à população fluminense, disse a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES, Cláudia Mello.

 

Vacinação - Questionados sobre a campanha de vacinação, os secretários Carlos Alberto Chaves e Daniel Soranz confirmaram que as vacinas disponíveis para a segunda dose estão reservadas para serem utilizadas no tempo oportuno, completando o calendário vacinal das pessoas que já receberam a primeira dose do imunizante. Na sexta-feira (19), esses lotes começam a ser enviados aos 92 municípios do estado.

 

Não há notificação oficial do Ministério da Saúde quanto ao envio de nova remessa de vacinas para o Rio de Janeiro.

 





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