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Vereador Marcos Malho, o Marquinhos Gordo, concede entrevista ao ED | Jornal em Destaque

Vereador Marcos Malho, o Marquinhos Gordo, concede entrevista ao ED

Ele fala com exclusividade sobre o caso divulgado na grande imprensa, envolvendo carro oficial.



Vereador Marcos Malho, o Marquinhos Gordo, concede entrevista ao ED

02/01/2019 18:31 | Miguel Pereira | POLITICA |

Helio de Carvalho

O Jornal Em Destaque compartilhou, em seu portal de notícias no Facebook, o link do G1 publicado no dia 31 de dezembro, com a seguinte manchete: “Vereador de Miguel Pereira é preso por peculato no Arco Metropolitano”. A postagem do ED ultrapassou a 8.000 acessos e deixou muita gente indignada. Foram muitos os comentários e pedidos enviados à redação para que o nome do vereador envolvido fosse revelado, já que a matéria de O Globo, reproduzida no Extra e O Dia, não divulgava. Claro que, logo, a população interessada já sabia de quem se tratava, e o ED também. Nossa equipe fez contato com o Vereador Marcos Malho, o Marquinhos Gordo, para apurar e apresentar aos leitores informações seguras, já que a matéria “global” dizia que o vereador havia sido preso por peculato e verificamos que tal afirmação não era verídica, pois conversamos com ele no mesmo dia da ocorrência.


Mas, não foi apenas o nome do vereador que a matéria ocultou... ela também encobriu a placa do veículo oficial, na foto, editando com uma tarja cinza, e, segundo O Dia, “o carro oficial estava sem placa”. O ED teve acesso ao Registro de Ocorrência, nº 059-20606/2018, emitido pela 59ª DP (Duque de Caxias), onde na Dinâmica do Fato, ao fim da primeira página, registra que “em patrulhamento de rotina, por volta das 10h, [a PRF] aborda o veículo placa nº...”. Ora, se tem placa, por que a matéria diz que não havia? No último parágrafo da matéria de O Dia, diz que o jornal tentou contato com a Polícia Civil, mas que não havia recebido retorno até a sua publicação – bem se viu que não!


Ante a tais contradições, apuramos os fatos – como deve fazer todo veículo de notícias comprometido com o bom jornalismo – e os trouxemos aos leitores do ED.


Inverdades:


O Vereador Marcos Malho não foi preso por peculato (uso de bens públicos para proveito próprio), mas sim, autuado por estar acima da velocidade máxima estabelecida naquela rodovia.


O veículo não estava sem placa – como explicado acima.


Também circulou a informação de que o vereador havia saído da prisão em razão de pagamento de fiança. Ele sequer foi preso, e a ocorrência foi registrada na Delegacia como fato atípico - Um fato atípico, como exemplo, seria uma intenção de registro de ocorrência quando a situação ocorrida não se configura como infração penal. É aquele que foge do Direito Penal, mas registram-se nas delegacias de polícia, mesmo não sendo uma atribuição da Polícia Civil.


“Não fui preso. Na verdade, fui parado no Arco Metropolitano. A Câmara de Vereadores de Miguel Pereira tem por hábito deixar os veículos sob a responsabilidade dos vereadores. E, certamente, irá apurar o acontecido, como sempre o faz”, disse Marquinhos.


Perguntado sobre os objetos de uso em praia, Marcos Malho disse que seu carro particular havia enguiçado e antes de ser levado à oficina ele transferiu seus pertences para o carro oficial. O que ele não imaginava é que às 3:30h da madrugada teria de atender a uma emergência. O ED teve acesso à NF de serviço.


“Eu não estava indo à praia. Às 10h, quando fui parado, eu estava regressando a Miguel Pereira e não indo a lugar algum”, afirmou o vereador.

Sobre a multa, Marcos disse que é de responsabilidade de cada vereador o pagamento de multas advindas de carro oficial.


O ED perguntou ao vereador, a quê ele atribuía a publicação de uma matéria feita por uma das maiores potências do jornalismo no Brasil, com um conteúdo tão comprometedor e sem a apuração devida, afirmando coisas que não correspondiam aos fatos. Ele respondeu:


“Não acredito que o jornalista tenha apurado a veracidade das informações recebidas por sua fonte. A matéria foi publicada de forma precipitada. Algum adversário político deve ter passado essas ‘informações’ de forma equivocada, propositadamente com o fim de me prejudicar”, concluiu.


Procuramos o Presidente da Câmara Municipal de Miguel Pereira, o Vereador Eduardo Paulo Correa, o Domi, que prontamente informou ao ED que, apesar do recesso, ele se reuniu com a comissão responsável e que mesmo tendo ouvido a Marcos Malho, uma sindicância será aberta para apurar o caso e dar à sociedade a devida satisfação.  






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