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BOLSONARO. A MENTIRA QUE VOCÊ CONTA É A MENTIRA QUE VOCÊ ACREDITA? | Jornal em Destaque por Samuel Marques em Colunista

BOLSONARO. A MENTIRA QUE VOCÊ CONTA É A MENTIRA QUE VOCÊ ACREDITA?



BOLSONARO. A MENTIRA QUE VOCÊ CONTA É A MENTIRA QUE VOCÊ ACREDITA? Classificação

06/09/2021 11:51 | Rio de Janeiro | Colunista |

Samuel Marques

O País entrou em uma rota perigosa, que já conhecemos onde termina, e numa velocidade sem igual. Com a economia em frangalhos e uma inflação galopante a solta, não é difícil observar que as cortinas de fumaça criadas habitualmente pelo Governo já não fazem o mesmo efeito de antes. A estratégia era simples: na medida em que a popularidade do presidente Bolsonaro caia, e sua inércia traziam consequências desastrosas, uma polêmica era dita, uma frase de raiva contra a ciência, a história ou ao pobre era proferida. Causava um efeito quase que imediato e, logo, as narrativas que tomavam conta dos noticiários eram respostas de ambos os lados, além de notas de repúdio. Enquanto isto, nas prateleiras dos mercados, os produtos foram tendo os preços elevados, a gasolina acompanhando o dólar disparou, o gás de cozinha passou a ser um item de três dígitos e a carne, uma raridade na mesa do povo brasileiro.


Agora, cada polêmica criada perlo Presidente e seu Ministério já não causa mais o mesmo efeito de antes. Querendo ou não, a Pandemia fez uma grande parcela da população olhar um pouco para dentro e analisar, mesmo que ainda de maneira muito simplista, para a distância entre a necessidade e o alcance da atuação de seu Governo.


Bolsonaro subestimou o povo brasileiro ao achar que criando inimigos imaginários, como o comunismo e o Judiciário, ele teria controle sobre a cabeça da maioria esmagadora da população. Isto porque a fome, a falta de emprego, a escassa perspectiva de um futuro melhor e o sequestro do poder de compra do brasileiro, são pautas essenciais e obrigatórias na mesa da massa produtiva desse País. Ele parece se preocupar apenas, desde o dia em que sua vitória foi confirmada em 2018, com a sua reeleição. E isto está claro na cabeça das pessoas, sem a necessidade de ser um gênio para chegar a esta conclusão.


Como uma arma, desesperadamente e quase que sendo seu último recurso, Bolsonaro vai para o “tudo ou nada”. Precisa, necessita alimentar seu gado com ações de extremismo e ameaça. Ao mesmo tempo em que ele demanda esticar a corda para tentar diminuir a sangria e parar, de alguma maneira, o derretimento acelerado em que se encontra sua popularidade, ele também produz reações que podem vir tanto do Judiciário quanto do próprio povo... este mesmo povo que, de alguma maneira, o apoiou em 2018, mas hoje compara seu governo com os de um passado não muito distante, onde a carne não era tão raridade assim.


Três anos depois de assumir, o governo de Bolsonaro e companhia, de fato, nada entregou de relevante, e ele sabe disto. Na verdade, desta vez quem vai defendê-lo sou eu: Quando foi que na eleição passada, ou em qualquer outro momento, ele disse que não seria desse jeito? Bolsonaro tem sido muito coerente com sua gestão sem resultado... Nada anormal para um deputado que nada disse como resolver os problemas do País, a não ser defender os filhos, chegando a ponto de mudar a direção da PF para alcançar tal objetivo.


Ele jorra, diariamente, uma série de mentiras para tentar controlar os efeitos de sua inércia, mas não dá mais! Para Bolsonaro sobraram poucas escolhas: ou golpeia ou perde a eleição. Uma coisa já é certa, ele sabe que a mentira que ele conta não é a que ele acredita e, sabendo disto, se abriu uma nova alternativa de futuro. A certeza de ter sido o pior Presidente da nossa recente história!








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