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AS MANIFESTAÇÕES GOVERNISTAS DE 7 DE SETEMBRO | Jornal em Destaque por Samuel Marques em Colunista

AS MANIFESTAÇÕES GOVERNISTAS DE 7 DE SETEMBRO

Bolsonaro não faz o que promete, se isola politicamente e chega ao pós feriado mais fraco que ontem



AS MANIFESTAÇÕES GOVERNISTAS DE 7 DE SETEMBRO Classificação

08/09/2021 12:00 | Rio de Janeiro | Colunista |

Samuel Marques

O que se esperava não aconteceu. Não foi gigante, muito longe disto! Não é nem de perto algo que possa mudar os rumos do país ou dar base para um novo estágio do discurso golpista, ou seja, sair do discurso para a realização.  Bolsonaro trabalhou e muito para que o 7 de Setembro fosse um sucesso, mas ele falou para os mesmos. Estes mesmos, todos nós já sabemos quem são e as pesquisas afirmam que ele pode bater na esposa na TV, em horário nobre, que continuam o apoiando. E isto acontece porque esses 20% se veem representados por tudo de ruim que ele significa. Porém, a aposta não era esta que se deu... se tratava de fazer um mega evento no País todo e, ao que parece, com conflitos para que ele pudesse ter base para esticar a corda. Mas, confesso, acho até que a ideia não é arrebentar... Ele sabe que não tem apoio nem interno para isto.


Bolsonaro saiu perdendo neste 7 de Setembro. Nem em Brasília ele conseguiu lotar os campos da esplanada, como já vimos manifestações anteriores em outros casos. 


Bolsonaro sai, pós feriado, com a certeza de que se isolou ainda mais de toda República e suas instituições.


Os discursos do presidente em Brasília e na Paulista foram golpistas - fato. Ameaçou, lançou bravatas e, por fim, deu "ultimatos". Mas à base de quê? Ele fala em dar sua vida à República - e, neste ponto leia-se um movimento em direção à ruptura -, mas sem base para tal e sem sequer ter apoio de fato para isto.


Bolsonaro definiu a distância entre ele e a realidade vivida pelo povo. Desconectado, este governo marca o seu fim com data e hora.


Em Brasília, o presidente falou de uma suposta reunião do Conselho da República, inventou uma fake de pronto, porque não existe nada convocado, e quem diz isto são os próprios participantes do Conselho.


Bolsonaro alimenta seu gado, na tentativa de não derreter mais do que já está derretido, e paga caro por isto. Em nome de nada oferecer, e pela cortina de fumaça que fabrica, Bolsonaro e seus aliados dizem ao povo que está tudo bem, quando o mesmo povo passa fome e paga caro por coisas básicas para sua sobrevivência. Nessa camada, ele já perdeu, e o Vidigal mostrou isto.


O povo que foi às ruas voltou para casa sem nada, mais uma vez, porque nada mudou. Ou seja: Bolsonaro não faz nada efetivo pelo povo real nem às “Alices” do maravilhoso mundo bolsonarista. Isolado, ele hasteia a bandeira e, perdido, sendo ele mesmo, não sabe o que fazer.


Em São Paulo, ele ressuscita a pauta morta e sem chance de voltar à discussão: o voto impresso. Bolsonaro do discurso de São Paulo não é o mesmo de Brasília, já entendendo que as coisas não foram como ele queria que fossem. Na verdade, no dia de hoje, ele cumpriu uma agenda eleitoral. Sabendo que com essa turma de minions vai ao segundo turno, mas lá ele perde para qualquer um. O que ele tentou hoje foi vender às pessoas uma ideia de apoio espetacular, para aí buscar os votos dos que ainda poderiam estar indecisos. Só que o Presidente não trabalha. O quadro político de Bolsonaro é complicadíssimo, porque como ele mesmo citou no seu discurso em São Paulo, "mudamos o país". E mudaram mesmo. O povo está vivendo mal. Mudaram para pior! E na hora de votar isto tem um peso; e como ele adianta as eleições todos os dias, este peso pode ser medido agora - e ele sabe que está perdendo e de muito.


Bolsonaro não ajudou o povo em nada, não mudou a vida de ninguém para melhor, não gerou empregos e matou pessoas durante a maior pandemia dos nossos tempos, com suas ações intempestivas e negacionistas. Ante isto, ele vai então para o desespero; anuncia, inclusive, que pode não cumprir decisões judiciais - o que o colocaria na mira sem saída, nos crimes de responsabilidade fiscal. Pode ser que este seja o plano, para poder se criar uma tensão e ver o que se pode ganhar com isto, mas, de qualquer maneira, ele, mais uma vez, se desconecta do mundo real, da fome, do desemprego e da economia em frangalhos, colocando o País em um estado de insegurança jurídica permanente.


Bolsonaro afasta, de vez, todas as chances de qualquer retorno à normalidade ou da economia rumar para uma possível melhora. O Brasil, com essa sua inconstância, não é um lugar bem visto para investimentos. Bolsonaro, em desespero, buscou neste feriado uma saída que lhe desse uma melhor condição de disputar o pleito que está por vir, mas, na verdade, o que acabou fazendo foi revelar o que tem e se isolar ainda mais.


O que vemos nos bastidores até agora, como reação a tudo isto, é que sem apoio e desconectado do Brasil real, Bolsonaro avisa aos seus que o barco já deu água além do limite.


Os próximos capítulos serão interessantes, mas não felizes para Bolsonaro e família. Para nós, povo, já não vem sendo, há algum tempo!








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