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Extra faz liquidação em todas as mais de 100 unidades da rede para fechar hipermercados | Jornal em Destaque por Jornalista do ED: Helio de Carvalho em Economia

Extra faz liquidação em todas as mais de 100 unidades da rede para fechar hipermercados

A liquidação já acontece em nível nacional, em todas as mais de 100 unidades da rede, com oportunidades de até 50% de desconto



Extra faz liquidação em todas as mais de 100 unidades da rede para fechar hipermercados

20/11/2021 21:09 ( Atualizado em 20/11/2021 21:11) | São Paulo | Economia |

Jornalista do ED: Helio de Carvalho

Com o encerramento do formato de hipermercados do Extra anunciado em outubro, a rede inicia uma grande queima de estoque com foco nas categorias de Eletro, Bazar e Têxtil.


A liquidação já acontece em nível nacional, em todas as mais de 100 unidades da rede, com oportunidades de até 50% de desconto.


Esses itens serão liquidados de forma gradual até a total desmobilização das unidades e, por este motivo, é importante que os clientes se programarem para visitarem as lojas e identificarem os produtos que estão disponíveis.


A marca Extra continua atendendo seus clientes nacionalmente por meio dos mais de 300 pontos de vendas das redes Mercado Extra e Mini Extra, além do e-commerce ClubeExtra.com.br e do app Clube Extra.


Veja abaixo algumas oportunidades com validade até 23 de novembro ou até enquanto durarem os estoques:

Toda a categoria de eletro (acima de R$ 500) em até 30 vezes e todas as bicicletas e pneus em 24 vezes ambos nos Cartões Extra e sem juros

Acessórios para jardinagem, papelaria, categoria “Faça você mesmo” com ferramentas em geral com até 40% OFF

Acessórios automotivos até 40% OFF

Toda Puericultura até 40% OFF

Toda Moda Extra até 40% OFF


Fim do Extra representa a despedida dos hipermercados?


A loja do hipermercado Carrefour do Shopping Iguatemi de Campinas - cidade de 1,2 milhão de habitantes do interior de São Paulo - não parou de encolher nos últimos anos. Primeiro, parte do prédio passou a ser usada para abrigar uma loja da TokStok. Outra virou uma concessionária de motos.

Só faço compras aqui porque eles abonam o estacionamento do shopping. Então vale a pena. Compra de casa, mesmo, eu faço em atacado", diz a professora Laura Almeida, moradora da cidade, ao Estadão.


O caso desta loja não é isolado. De forma geral, os hipermercados vêm sumindo dos grandes centros. Na semana passada o Grupo Pão de Açúcar anunciou que vai desativar a marca Extra Hiper - que tinha 103 lojas, das quais 71 vão virar atacarejos do Assaí e as demais vão ser transformadas em supermercados. Das lojas a serem desativadas, mais da metade fica em municípios com mais de meio milhão de habitantes, enquanto 25 estão na capital paulista.


O consultor Olegário Araújo, da Inteligência 360, vê o movimento com clareza.

Nos grandes centros, os hipers não têm mais relevância".

Segundo ele, porém, eles ainda são muito apreciados em cidades menores. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o número de hipermercados no País ainda cresce: em 2020, eram 91 unidades no Brasil, número que mais do que dobrou, para 188, neste ano.


Tempo e dinheiro


De acordo com especialistas, o hipermercado perdeu espaço nas grandes cidades porque não atende nem à busca por conveniência - já que fazer compra em um hiper demanda tempo - nem por economia já que os preços nessas lojas são de mais altos do que os dos atacarejos.

Os preços nos atacarejos são de 10% a 15% menores (do que nos hipers). Por isto, o consumidor já estava dando preferência para eles. A ideia era gastar menos para sobrar dinheiro para outros gastos. Agora, com a inflação de volta, ele vai por necessidade mesmo", diz o consultor Eugenio Foganholo, diretor da Mixxer.


A Horus Inteligência de Mercado faz um raio x do varejo alimentar, analisando mensalmente mais de 40 milhões de notas fiscais emitidas nos caixas. De janeiro a setembro deste ano, os consumidores passaram a comprar mais produtos nos atacarejos: a média foi de 26 itens, em janeiro, para 30, no mês passado. Nos hipers, essa média ficou estacionada na casa de 9 produtos, no mesmo período.

As pessoas pagam mais barato nos atacarejos e acabam levando mais quantidade. Por isso, o gasto médio nesse canal de vendas subiu", diz Luíza Zacharias, diretora de novos negócios da Hórus.







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