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Uma pessoa morre de fome a cada quatro segundos | Jornal Em Destaque por Helio de Carvalho em Mundo

Uma pessoa morre de fome a cada quatro segundos

Mais de 200 organizações não-governamentais apelam aos líderes mundiais para que adotem ações que travem a crise mundial de fome



Uma pessoa morre de fome a cada quatro segundos Classificação

27/09 19:02 ( Atualizado em 20/09/2022 19:03) | África | Mundo |

Helio de Carvalho

A cada quatro segundos morre uma pessoa de fome, denunciaram hoje mais de 200 organizações não-governamentais, pedindo aos líderes mundiais reunidos na 76.ª Assembleia Geral da ONU que “adotem ações que travem a crise”.

As organizações não-governamentais (ONG), provenientes de 75 países, assinaram uma carta aberta dirigida aos líderes de Estados presentes em Nova Iorque para expressar indignação pela “explosão do número de pessoas famintas” e fazer recomendações para travar a crise global de fome.

Atualmente, 345 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de fome aguda, número que mais do que duplicou desde 2019”, sublinham as 238 organizações em comunicado à imprensa.

A carta aberta foi publicada a propósito do início da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde muitos líderes políticos e, também, representantes da sociedade civil, se reúnem durante uma semana para aquele que é considerado o encontro diplomático mais importante do mundo.

É inadmissível que, com toda a tecnologia agrícola (...) existente hoje, ainda estejamos a falar sobre fome no século XXI”, afirmou Mohanna Ahmed Ali Eljabaly, da Yemen Family Care Association, um dos signatários da carta. “Não se trata apenas de um país ou de um continente e a fome nunca tem uma causa única. Trata-se da injustiça de toda a humanidade”, acrescentou.

A crise alimentar, a par da crise de segurança causada pela invasão russa da Ucrânia e das crises energética e climática são as principais questões que estarão em debate na Assembleia Geral da ONU, que hoje começa.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) referiu que mais de 12% dos africanos enfrentem insegurança alimentar e apelou aos governos da África subsaariana para serem criteriosos na definição das políticas e da despesa pública.

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