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Cuidados com a saúde em lugares frios | Jornal em Destaque

Cuidados com a saúde em lugares frios

Com as baixas temperaturas vêm também uma série de problemas que exigem cuidados.



Cuidados com a saúde em lugares frios

06/06/2019 10:48 ( Atualizado em 06/06/2019 10:54) | Miguel Pereira | SAÚDE |

Helio de Carvalho

Quando o frio aparece, a preocupação com o resfriado e problemas respiratórios são inevitáveis. Alguns cuidados básicos podem prevenir diversos problemas. Uma boa dica é evitar ir ao Pronto-Socorro nos casos em que não for urgência, assim como evitar estar desnecessariamente em locais fechados e com grande circulação de pessoas. Outras dicas bem importantes, são:

- Deixe o ambiente o mais ventilado e arejado possível;

- Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz, preferencialmente com lenço de papel descartável;

- Lave as mãos várias vezes por dia, com água e sabonete, especialmente se estiver ou passar por locais públicos. Se não tiver como lavar, higienizar com álcool em gel;

- Se apresentar febre acompanhada de sintomas como tosse, dor de garganta, procurar um serviço de saúde;

- Alimente-se bem, com muitas frutas e verduras e ingestão de líquidos;

- Para mães com bebê: manter a amamentação com leite materno nos primeiros meses de vida, como alimentação exclusiva;

- Quando gripado, evitar contato desnecessário com crianças e recém-nascidos.

 

Ainda hoje, muitas pessoas ficam confusas quando se trata de gripe ou resfriado – o ED impresso (edição junho) preparou uma matéria a respeito –, veja a diferença:

Resfriado: tosse, coriza e espirro, sem febre.

Gripe: mais intensa que resfriado, caracterizada por dor no corpo, dor de garganta, tosse, geralmente com febre.


Mas, não é só de gripe e resfriado que “vive um bom inverno”. Segundo o Dr. Drauzio Varella, as baixas temperaturas podem provocar, por exemplo, um fenômeno chamado vasoconstrição nos capilares. Eles são pequenos vasos sanguíneos que existem sob a pele e chegam aos tecidos mais profundos. Os capilares têm uma delgada camada muscular capaz de contrair e relaxar de acordo com a necessidade metabólica ou diante de estímulos externos e internos.


No caso da exposição ao frio, a vasoconstrição ocorre para evitar a perda excessiva de calor e manter a temperatura corporal estável. Entretanto, a falta de proteção adequada às baixas temperaturas pode fazer com que o fenômeno seja tão intenso a ponto de impedir a circulação normal do sangue em determinada região do corpo (perfusão tecidual insuficiente).


Em situações extremas, os capilares chegam a congelar – microcristais de gelo podem formar-se em seu interior. Esse evento recebe o nome em inglês de frostbite e não tem um sinônimo perfeito em português. A expressão que melhor o descreve é “lesão pelo frio” ou “ulcerações pelo frio”.


Sinais e sintomas


Essas lesões costumam acontecer com maior frequência em extremidades: nariz, orelhas e dedos dos pés e das mãos. O primeiro sintoma de proteção inadequada ao ambiente é a sensação de pele fria. Depois, surge formigamento ou queimação. Se você sentir que uma parte do seu corpo está formigando ou queimando, é importante aquecê-la rapidamente. Geralmente, nessas situações, a pele ainda está rosada, ou seja, ainda há perfusão adequada.  Nesses estágios, também podem surgir bolhas, claras ou hemorrágicas.


Se depois do formigamento, a região parar de incomodar, não é sinal de que o problema esteja resolvido. Quando a lesão pelo frio progride, a região afetada fica dormente, anestesiada e pálida, esbranquiçada. Esse é um sinal de alerta: procure imediatamente um local para se aquecer e, se possível, procure um serviço de saúde.


As lesões pelo frio que não são tratadas podem virar úlceras na pele e, em casos extremos, podem levar à gangrena da parte afetada.


Pessoas que portadoras de diabetes, doença vascular periférica e doenças autoimunes (como o fenômeno de Raynaud, por exemplo), têm maior incidência de complicações.


Prevenção


A melhor maneira de evitar as lesões pelo frio é a prevenção. Por isto, é importante saber reconhecer o problema, pelos seus sinais e sintomas.


Se você pretende, nas férias de julho, passear em estações de esqui, mas não está acostumado a visitar ambientes muito frios, procure informações com quem está habituado com eles ou já esteve nesses lugares.


Seguem algumas medidas que podem ser úteis nessas ocasiões:


- Lembre-se de programar o tempo de exposição (evitar sair para caminhadas sem controle do tempo), certifique-se da rota a ser seguida;

- Leve líquidos quentes para tomar no caminho e mantenha-se bem alimentado: no frio, o metabolismo pode ficar mais acelerado para manter a temperatura corporal, o que é essencial para preservar a viabilidade de todos os tecidos do corpo;

- Use roupas adequadas – existem lojas que oferecem opções de vestimentas, luvas, gorros, óculos de proteção para vento e claridade da neve, que ajudam a evitar o congelamento da córnea e a fotoceratite.


Hipotermia


Outro problema sério associado à exposição ao frio é a hipotermia, ou seja, uma redução da temperatura do corpo que pode ser muito grave, porque não permite o funcionamento normal do organismo. Ela ocorre quando a perda de calor é maior que sua produção.


Considera-se que a hipotermia está instalada, quando a temperatura corporal é menor que 35 °C.


Inicialmente, o organismo começa a gastar muito mais energia que o habitual para tentar manter a temperatura estável, como forma de compensar sua perda para o ambiente.


O primeiro sintoma é uma sensação de frio que nos faz procurar, instintivamente, por mais roupas e por ambientes mais quentes.


A seguir, para aumentar a temperatura, começamos a tremer. O tremor aumenta a produção de calor, mas não é capaz de evitar a hipotermia, só a retarda.  As consequências dessa resposta são o aumento da frequência cardíaca e respiratória e a elevação do consumo de oxigênio. À medida que a temperatura corporal cai, podem ocorrer arritmia cardíaca, piora de função renal e alterações de coagulação.


Pessoas idosas, bebês, pacientes com doenças endocrinológicas e aqueles com dificuldade para movimentar-se estão mais propensos a desenvolver o quadro.


Cuide-se bem para aproveitar ao máximo a estação mais fria do ano!






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