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O CASO DO CORSA PRETO E DO SACRIFÍCIO DE CRIANÇAS... Os fatos e boatos | Jornal em Destaque

O CASO DO CORSA PRETO E DO SACRIFÍCIO DE CRIANÇAS... Os fatos e boatos

O ED checou com a Polícia Militar o que realmente há de fato nessas postagens que viralizaram nas redes sociais.



O CASO DO CORSA PRETO E DO SACRIFÍCIO DE CRIANÇAS... Os fatos e boatos

29/09/2018 14:50 ( Atualizado em 29/09/2018 14:55) | Miguel Pereira | GERAL |

Helio de Carvalho


Você soube, por meio do WhatsApp ou do Facebook, que quatro homens em um corsa preto andam sequestrando crianças ou ainda que crianças estão sendo sacrificadas pela prática de magia negra, aqui na cidade? Se a resposta for sim, você provavelmente foi pego em um dos muitos boatos que percorrem as redes sociais todos os dias. Apesar de inofensivos, em alguns casos, há relatos de pessoas agredidas e até assassinadas por conta de informações falsas, o que indica que combater sua repercussão é uma necessidade. O principal problema, neste caso, é que, muitas vezes, as pessoas acreditam estar fazendo uma coisa boa... que estão passando adiante uma informação que “vai ajudar ou proteger alguém”. Mas é justamente esta a intenção de quem constrói o boato. Ele é feito para parecer algo revoltante ou extremamente convidativo, de forma que o leitor compartilhe logo, sem reflexão, sem pensar se aquela informação faz mesmo sentido.

O Jornal ED entrou em contato com o Comandante da 2ª Cia, do 10º BPM, o Tenente Costa, para saber o que há de fato ou boato nessas postagens que andam circulando nas redes sociais e aterrorizando parte da população.

FATO: Ocupantes de um Corsa preto realizaram, sim, um roubo de celular, no entorno do lago de Javary, porém, possivelmente utilizando uma arma falsa. Provavelmente, estes mesmos amedrontaram um homem que passeava com um bebê, no carrinho, com ameaça de sequestro.

Apesar do roubo, a polícia trabalha com a hipótese de que se trata de pessoas de outra cidade que tentaram espalhar “terror”, por pura maldade, já que sequestradores não avisam, quando em condição de poder promover o crime. Entretanto, a PM segue em estado de alerta.

BOATO: Nenhuma criança foi sequestrada na cidade, tão pouco houve qualquer caso de sacrifício humano, proveniente da prática de “magia negra”.

As imagens que andaram postando são de casos antigos, que ocorreram em outros estados e municípios fluminenses – em alguns casos, tendo sido concluído não se tratar de “obra satânica”.

O professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Rafael Sampaio, especialista em comunicação política na internet, ressalta que a boataria e a fofoca sempre foram comuns entre a população em geral, mas foram turbinadas com as redes sociais:

“As pessoas tendem a compartilhar links que dizem o que elas pensam ou o que gostariam de ver nos noticiários, sem checar, sem pelo menos jogar no Google para ver se acham mais de uma fonte, por exemplo. Tem uma questão patológica, acelerada pela internet: as pessoas não checam as supostas informações que recebem”, disse.

Estudo realizado pela agência Advice Comunicação Corporativa, por meio do aplicativo BonusQuest, no ano passado, indicou que 78% dos brasileiros se informam pelas redes sociais. Destes, 42% admite já ter compartilhado notícias falsas e só 39% checam com frequência as notícias antes de difundi-las.

Em abril de 2017, o casal de fotógrafos Luiz Áureo de Paula e Pâmela Martins foi espancado em Araruama, no Rio de Janeiro, após um boato de que eles estariam sequestrando crianças viralizar no WhatsApp. O texto incluía fotos dos dois e do veículo deles, inclusive com a placa de identificação do carro. Em maio de 2014, Fabiane Maria de Jesus foi morta em um linchamento no Guarujá, litoral paulista, vítima de um boato que dizia que ela sequestrava crianças e fazia rituais de magia negra.

DICA DO ED: Uma pesquisa no Google pode resolver bem mais do que se imagina. Apesar de certos problemas de orientação política, a imprensa profissional não costuma propagar ou fortalecer boatos. Deste modo, cabe pegar um trecho da suposta notícia e lançar no buscador. Se nenhum resultado de um site de notícia profissional surgir, desconfie. Além disto, às vezes o primeiro resultado é justamente o de um site que desmente notícias falsas, o que já vai liquidar de vez a história.






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