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ABRIL AZUL: Podemos conviver com um autista e não saber identificar, diz especialista | Jornal em Destaque

ABRIL AZUL: Podemos conviver com um autista e não saber identificar, diz especialista

O filósofo, psicanalista e especialista em estudos da mente humana, Fabiano Abreu explica o que é autismo e o seu tratamento



ABRIL AZUL: Podemos conviver com um autista e não saber identificar, diz especialista

14/04/2020 12:48 ( Atualizado em 16/04/2020 14:52) | Rio de Janeiro | Saúde |

Helio de Carvalho

Abril é o mês do autismo, representado pela cor azul com o intuito de abordar O Dia Mundial do Autismo, que é comemorado no dia 02/03. A data, celebrada há 12 anos, foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Por isto se vir algo decorado com a cor azul já sabe o motivo.


O ED procurou o filósofo, psicanalista e pesquisador Fabiano de Abreu para contar aos nossos leitores/seguidores mais sobre o autismo pois, como membro da Mensa e especialista em estudos da mente humana, já se deparou e estudou diversos casos de autismo e sabe como identificá-los.


“O número de autistas é bem maior do que podemos imaginar, inclusive, quem está lendo este artigo pode conhecer algum e não saber. Um autista é uma pessoa com transtornos no desenvolvimento do cérebro, mais conhecido como TEA (Transtornos de Espectro Autista). Levando em consideração que no grau evolutivo ninguém é igual a ninguém então, o autista pode não ser tão diferente assim de uma pessoa que se diga normal já que não há um padrão normal. O grau de autismo varia e pode ser difícil a sua identificação, algumas vezes”, explica o especialista.


Abreu diz, ainda, da importância de se identificar a diferença que há entre os graus de autismo e as suas nuances específicas. O desconhecimento e as más informações podem dificultar na ajuda. Ou seja, sem elementos fiáveis muitas vezes pensamos estar ajudando um autista, quando, na prática, estamos fazendo precisamente o contrário.


“Li um artigo, num grande site de notícias, que dizia que a ativista Gretta Thunberg era muito inteligente já que tinha a Síndrome de Asperger e geralmente pessoas com esta síndrome são inteligentes. Isto é uma informação falsa e induziu muitos leitores ao erro. Pessoas com esta síndrome podem ter um tipo de inteligência bastante acentuada, mas focal. E a sua cognição, que está ligada à inteligência, tende a não ser tão desenvolvida. Por outras palavras, ela pode ter um tipo de inteligência desenvolvida, mas não terá a capacidade total, faltará a versatilidade, flexibilidade, abstrações, etc”, afirma.


Fabiano de Abreu é membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo com sede na Inglaterra, conseguindo alcançar o maior QI registrado com 99 de percentil - o que equivale em numeral a um QI acima de 180. Especialista em estudos da mente humana, é membro e sócio da CPAH – Centro de Pesquisas e Análises Heráclito, com sede em Portugal e unidades no Brasil e na Holanda. Fabiano de Abreu é membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo com sede na Inglaterra, conseguindo alcançar o maior QI registrado com 99 de percentil - o que equivale em numeral a um QI acima de 180. Especialista em estudos da mente humana, é membro e sócio da CPAH – Centro de Pesquisas e Análises Heráclito, com sede em Portugal e unidades no Brasil e na Holanda.

O especialista, no entanto, afirma ser possível fazer sobressair o melhor do autista para que seja um bom profissional:


“Devemos observar as crianças e os seus comportamentos; eu sempre digo que temos que ver o lado bom de tudo na vida. Uma criança autista pode ter habilidades únicas e se o ajudarmos a desenvolvê-las, podem se tornar grandes profissionais. Sinais como falta de interesse em se relacionar com pessoas, ausência do contato visual a que chamo de desfoque, atenção exagerada a objetos ou incômodo com toque, sons e textura de alimentos são os traços mais comuns. No entanto, tudo depende do grau de autismo que pode ser avaliado como leve, médio e grave”.


O psicanalista diz qual o tratamento, caso seja constatado autismo:


“Não há remédio para o autismo, portanto, se faz necessário uma terapia e, geralmente em grupo, para estimular a socialização. É bom que o autista seja acompanhado desde cedo para que possa ter uma vida normal quando adulto, principalmente ao nível profissional. Trabalham-se as relações afetivas, atividades motoras, aprimora-se a comunicação e o incentivo a realizar atividades diferentes.  Muitas vezes os pais não conseguem ensinar, devido à questão emocional que naturalmente interfere. Tudo deve ser feito de acordo com o tipo de autismo e o grau que ele representa, para que ele possa ter uma vida funcional e laboral satisfatória; que trabalhe desde cedo a conquista de sua autonomia e independência”.







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