FAÇA DA FELICIDADE UMA PRIORIDADE





22/05/2021 13:06 | Rio de Janeiro | Colunista |

Bruna Richter



Todos os nossos afetos são importantes. Eles acabam nos dando indícios de como se encontra nosso mundo interno. Transmitem, com algum grau de precisão, mensagens subjetivas de como nos sentimos ao nos relacionarmos com alguém ou diante de alguma nova situação. Nos modulam em meio as mais diversas situações do mundo.


Contudo, temos uma tendência a valorar mais os sentimentos que julgamos positivos, enquanto tentamos esconder ou suprimir tantos outros. Diante daquilo que consideramos inaceitável, por nós ou pela sociedade, ocultamos parte do que também nos constitui, com a expectativa de fornecer ao outro apenas a pista do que pensamos ser uma boa referencia de nós.


De fato, ao fazermos isso, desconsideramos um pedaço importante de nossa história. Abafamos a oportunidade de amalgamar todas as emoções que possam vir a se apresentar como aquilo que nos compõe. Paramos de observar as indicações que elas nos trazem e também de conseguir, de alguma forma, guiar nossos passos de maneira mais honesta.


No entanto, quando não nos atentamos para o que as diferentes situações cotidianas suscitam em nós, isso pode resultar na alienação de uma de nossas principais metas: nossa felicidade. E abrir mão dela nos cobra um alto preço. Seja na vida pessoal ou no ambiente profissional, essa procura pela alegria e pela prosperidade nos impulsiona em nosso desenvolvimento.


Ao mapearmos o que nos faz verdadeiramente feliz, nos aproximamos daquilo que acreditamos ser fundamental para nós. Seguimos motivados e confiantes, pois experimentamos a sensação de estar no caminho que realmente escolhemos. O dia a dia, ainda que com suas tarefas e obrigações, passa a ser algo muito mais prazeroso e fluído.


E essa responsabilidade de colocar a nossa própria felicidade como meta, precisa ser de cada um. Não podemos terceirizar algo tão fundamental em nossas vidas. É imperativo que pesquisemos, ativamente, por ela. Que reflitamos sobre quem estamos nos tornando e o que começa a fazer então mais sentido para nós a partir dessa constatação.


Quando esperamos de nossos pares ou amigos, quando deixamos pra depois, quando condicionamos esse contentamento a uma conquista ou ao alcance de alguma meta, adiamos o que poderíamos estar desfrutando já no processo. Aquilo que depende muito mais de nós, do que de qualquer outro. Aquilo do qual ninguém deveria abrir mão.


Todos os sentimentos são significativos e nos orientam sobre nossas experiências. Todos devem ser ouvidos. Contudo, é nossa responsabilidade buscar ativamente por aqueles que nos afastam do sofrimento e nos aproximam do que acreditamos ser mais prazeroso. Cabe a nós essa tarefa de nos mantermos militantes à procura de nossa felicidade.